sábado, outubro 22, 2016

Everybody Hates Hudson: 1x03 - A Grande Família


Antes de começar a ler, clique aqui para ir escutando uma musiquinha... Eu não trabalho só com texto, trabalho também com trilha sonora, beleza? Beleza!

Eu fui criado praticamente como filho único já que a diferença de idades entre mim e minha irmã é de um adolescente desajeitado, não vou dar números para que ninguém se sinta mais velho do que realmente é, mas... Façam as contas! Três linhas e já estamos divagando... Qual era o ponto? Ah, sim... Como eu dizia, eu praticamente fui filho único na minha casa, mas nunca me senti realmente sozinho. Logo na pré-escola eu já tinha um melhor amigo com o qual passávamos o tempo todo juntos, na escola, um na casa do outro, enfim... Por volta da quarta ou quinta série, surgiu o meu primeiro grupo de amigos, ou de vizinhos... Pega qualquer série/novela infantil e você terá praticamente o plot de nossas vidas... Conforme a gente foi crescendo, o grupo mudou e quando eu estava prestes a entrar na faculdade, o grupo de pessoas mudou mais uma vez, ou seja, eu sempre estive em um relacionamento sério com as amizades, eu não faço idéia do que é ser sozinho.

Esse “Anteriormente na vida de Hudson” foi para chegar ao ponto em que conheci a Glalcia, lá no tão distante em 2005. Não me lembro ao certo como foi a nossa primeira conversa, minha primeira lembrança dela é a gente voltando da escola, Aline, Patrícia, Rosangela, Gleicy estavam lá também... Provavelmente mais pessoas também estavam, era um grupo muito grande que voltava junto da escola e era um parto ter que esperar todo mundo sair de suas salas, encerrarem as conversas paralelas, para então, uma caminhada de 7 minutos ainda conseguir se tornar meia hora. Depois disso, eu introduzi ao grupo meus dois outros amigos, David e Thiago que ainda não estudavam no mesmo período que a gente.


Naquela época eu não sabia, mas uma família estava começando a se formar ali. No universo de “Friends”, a minha casa é o apartamento da Mônica e Rachel, todo mundo sempre batia ponto aqui, mas ainda assim, a gente visitava as outras casas também. Eu também não lembro como foi a primeira vez em que eu estive na (até então) casa da Glalcia e da Gleicy, eu só sei que a mãe delas, Dona Rita, sempre, SEMPRE me tratou da melhor forma possível, sempre cuidadosa e carinhosa, fez com que eu me sentisse em casa na casa delas. Não só ela, com o passar do tempo a família delas parecia ser cada vez mais a minha própria família.

Eu sempre soube que um dos sonhos da Glalcia era se casar, lembro do dia em que ela me convidou para ser seu padrinho de batismo, já que ela queria se casar com a benção da igreja. Era um sábado e eu estava trabalhando, ela me mandou mensagem pedindo pra mim ligar pra ela, retornei do orelhão (Sim pessoas do presente e futuro, assim como os dinossauros, também já existiram telefones fixos e orelhões, e era super bacana para passar trote, já que identificador de chamada era coisa só de gente rica, então, superem! Nossa geração é/foi a melhor) e ela me fez o convite. Primeiro achei que fosse piada, mas depois me senti honrado pelo convite e prontamente aceitei. Não que eu já não me sentisse como parte da família dela antes, mas ali se tornou oficial, ali meu bem, foi o meu casamento com a família, se alguém me largar vai ter que se acertar com Deus depois... Enfim, além dessa “oficialização”, eu passei a conhecer as pessoas mais próximas dela fora do seu grupo, já que fui padrinho ao lado da Vanessa, depois acabei sendo convidado para festas em sua casa e tudo mais, ou seja, mais gente pra minha família.

 
 Nosso grupo sempre teve um problema de comunicação quando o assunto é relacionamento amoroso, ninguém partilha porra nenhuma e isso segue até hoje. Já descobrimos “ficadas” de dentro de um barco viking de um parquinho, andando na rua, dando uma volta na pracinha, ouvindo pela inspetora de alunos, enfim... A lista é grande... Quando a Glalcia conheceu o Junior, aposto que a única pessoa que ficou sabendo do fogo aceso dela pra cima dele foi a Aline. O resto de nós mortais acabamos descobrindo quando ela chegou em minha casa apresentando ele oficialmente.
 
Eu tenho memória quase fotográfica, não parece, eu sei, mas é que isso só “aconteceu” de 2008 pra cá, enfim... O ponto é que eu me lembro de quando conheci o Junior, lembro de ter simpatizado com ele logo de cara. Alguns namorados/as forçariam a barra para se dar bem com os amigos da pessoa amada para ser bem recebido, não foi o caso dele, a “química” foi instantânea, foi como se ele sempre estivesse ali com a gente. No mundo das séries não é como se ele estivesse chegando como um personagem regular, era como se ele já tivesse sido promovido ao elenco fixo. No dia seguinte, lembro da Glalcia me ligando para saber o que a gente tinha achado dele e eu não tinha nenhuma reclamação ou observação para fazer.
 

O amor dos dois sempre foi visível para qualquer pessoa que acredita em amor, que acredita em mágica, que acredita que a vida pode ser melhor com um sorriso no rosto. No primeiro dia em que eu vi o Junior eu também não sabia, mas, eu não estava ganhando um “cunhado” ali, eu estava ganhando um irmão. Se eu fosse escrever todas as coisas que eu aprendi ao longo desses anos com o Junior, você que está lendo não iria fazer mais nada da vida... Foram lições pequenas como aprender um jogo novo, até lições importantes ajudando na formação do meu caráter, como se de fato ele fosse meu irmão mais velho, fazendo com que a minha vida se tornasse mais fácil. Em algum ponto percebi que ele será um grande pai, que a minha irmã de fato escolheu a pessoa certa para começar uma nova etapa de sua vida.

Assim como aconteceu com a família da Glalcia, eu passei a freqüentar a casa do Junior e tanto a Dona Nice (mãe dele) e a Gabi (sua irmã) também me fizeram se sentir em casa e em pouco tempo fui me enturmando com o resto de sua família e não parou por ai... Alguns casais quando começam a namorar passam a sair com apenas um grupo de amigos, ou os dela, ou os dele. E para a minha alegria esse nunca foi o caso aqui. Nem a Glalcia e nem o Junior precisou se afastar de seus amigos para fazerem o relacionamento deles funcionarem, pelo contrário, mais pessoas chegaram para a nossa turma. Filipe, Fernando, Leonel, Manu... E o André, que embora quase tenha me deixado afogar em uma viagem que fizemos para a praia, acabou se tornando uma pessoa importante em uma época em que eu estava chateado e precisava dar umas risadas. Não sei como, não sei quando... Mas, a família dele e os amigos dele, passaram a ser a minha família e meus amigos também.


Eu não vou dizer que eu sou a pessoa que mais torceu pelo casal dar certo, eu sei que tem MUITA gente que torceu também e isso não é uma competição, é motivo de orgulho para ambos saberem que eles servem de inspiração para outras pessoas. Sim... Inspiração. Um dia eu espero encontrar alguém que me faça sentir o que os dois sentem um pelo outro, essa pessoa provavelmente está lá fora pensando a mesma coisa e eu não me importo em esperar pela hora certa, porque se for para ter algo parecido com os que os dois construíram juntos, eu tenho certeza que valerá a espera.

Esse post “de casamento” está atrasado em duas semanas pelo simples fato de que eu não fazia e ainda não faço idéia do que escrever sobre o quão importante e honrado estive em poder presenciar toda (a partir do momento em que ela revelou) essa história. Acho que estou atrasado com essa homenagem porque é difícil escrever sobre sentimentos, não existem palavras certas a serem ditas, vocês mais do que ninguém sabem... E nós vivemos TANTAS histórias incríveis, que acaba se tornando difícil escolher as mais legais... Talvez eu escreva futuramente sobre nossas viagens, sobre os dias de mau humor, sobre as fotos/vídeos medonhas que o Junior tira da gente... Sobre quando descobrimos o Johnny Rockets, ou sobre como chorei de felicidade ao ver vocês dois no altar.


E sabe o que é melhor? Daqui algumas horas eu vou estar com vocês, dando risada e partilhando mais momentos inesquecíveis ao lado dessa família que vocês dois já tinham construído muito antes do “Sim, aceito!”. Obrigado por todo o amor que vocês (casal e família) sempre me ofereceram. Amo vocês! 


E conhecendo o Tea e a Patty como nós conhecemos, podem, por favor, guardar um pouco de comida? Chegaremos atrasados... Mas chegaremos como sempre!

Nenhum comentário: