sábado, outubro 22, 2016

Everybody Hates Hudson: 1x03 - A Grande Família


Antes de começar a ler, clique aqui para ir escutando uma musiquinha... Eu não trabalho só com texto, trabalho também com trilha sonora, beleza? Beleza!

Eu fui criado praticamente como filho único já que a diferença de idades entre mim e minha irmã é de um adolescente desajeitado, não vou dar números para que ninguém se sinta mais velho do que realmente é, mas... Façam as contas! Três linhas e já estamos divagando... Qual era o ponto? Ah, sim... Como eu dizia, eu praticamente fui filho único na minha casa, mas nunca me senti realmente sozinho. Logo na pré-escola eu já tinha um melhor amigo com o qual passávamos o tempo todo juntos, na escola, um na casa do outro, enfim... Por volta da quarta ou quinta série, surgiu o meu primeiro grupo de amigos, ou de vizinhos... Pega qualquer série/novela infantil e você terá praticamente o plot de nossas vidas... Conforme a gente foi crescendo, o grupo mudou e quando eu estava prestes a entrar na faculdade, o grupo de pessoas mudou mais uma vez, ou seja, eu sempre estive em um relacionamento sério com as amizades, eu não faço idéia do que é ser sozinho.

Esse “Anteriormente na vida de Hudson” foi para chegar ao ponto em que conheci a Glalcia, lá no tão distante em 2005. Não me lembro ao certo como foi a nossa primeira conversa, minha primeira lembrança dela é a gente voltando da escola, Aline, Patrícia, Rosangela, Gleicy estavam lá também... Provavelmente mais pessoas também estavam, era um grupo muito grande que voltava junto da escola e era um parto ter que esperar todo mundo sair de suas salas, encerrarem as conversas paralelas, para então, uma caminhada de 7 minutos ainda conseguir se tornar meia hora. Depois disso, eu introduzi ao grupo meus dois outros amigos, David e Thiago que ainda não estudavam no mesmo período que a gente.


Naquela época eu não sabia, mas uma família estava começando a se formar ali. No universo de “Friends”, a minha casa é o apartamento da Mônica e Rachel, todo mundo sempre batia ponto aqui, mas ainda assim, a gente visitava as outras casas também. Eu também não lembro como foi a primeira vez em que eu estive na (até então) casa da Glalcia e da Gleicy, eu só sei que a mãe delas, Dona Rita, sempre, SEMPRE me tratou da melhor forma possível, sempre cuidadosa e carinhosa, fez com que eu me sentisse em casa na casa delas. Não só ela, com o passar do tempo a família delas parecia ser cada vez mais a minha própria família.

Eu sempre soube que um dos sonhos da Glalcia era se casar, lembro do dia em que ela me convidou para ser seu padrinho de batismo, já que ela queria se casar com a benção da igreja. Era um sábado e eu estava trabalhando, ela me mandou mensagem pedindo pra mim ligar pra ela, retornei do orelhão (Sim pessoas do presente e futuro, assim como os dinossauros, também já existiram telefones fixos e orelhões, e era super bacana para passar trote, já que identificador de chamada era coisa só de gente rica, então, superem! Nossa geração é/foi a melhor) e ela me fez o convite. Primeiro achei que fosse piada, mas depois me senti honrado pelo convite e prontamente aceitei. Não que eu já não me sentisse como parte da família dela antes, mas ali se tornou oficial, ali meu bem, foi o meu casamento com a família, se alguém me largar vai ter que se acertar com Deus depois... Enfim, além dessa “oficialização”, eu passei a conhecer as pessoas mais próximas dela fora do seu grupo, já que fui padrinho ao lado da Vanessa, depois acabei sendo convidado para festas em sua casa e tudo mais, ou seja, mais gente pra minha família.

 
 Nosso grupo sempre teve um problema de comunicação quando o assunto é relacionamento amoroso, ninguém partilha porra nenhuma e isso segue até hoje. Já descobrimos “ficadas” de dentro de um barco viking de um parquinho, andando na rua, dando uma volta na pracinha, ouvindo pela inspetora de alunos, enfim... A lista é grande... Quando a Glalcia conheceu o Junior, aposto que a única pessoa que ficou sabendo do fogo aceso dela pra cima dele foi a Aline. O resto de nós mortais acabamos descobrindo quando ela chegou em minha casa apresentando ele oficialmente.
 
Eu tenho memória quase fotográfica, não parece, eu sei, mas é que isso só “aconteceu” de 2008 pra cá, enfim... O ponto é que eu me lembro de quando conheci o Junior, lembro de ter simpatizado com ele logo de cara. Alguns namorados/as forçariam a barra para se dar bem com os amigos da pessoa amada para ser bem recebido, não foi o caso dele, a “química” foi instantânea, foi como se ele sempre estivesse ali com a gente. No mundo das séries não é como se ele estivesse chegando como um personagem regular, era como se ele já tivesse sido promovido ao elenco fixo. No dia seguinte, lembro da Glalcia me ligando para saber o que a gente tinha achado dele e eu não tinha nenhuma reclamação ou observação para fazer.
 

O amor dos dois sempre foi visível para qualquer pessoa que acredita em amor, que acredita em mágica, que acredita que a vida pode ser melhor com um sorriso no rosto. No primeiro dia em que eu vi o Junior eu também não sabia, mas, eu não estava ganhando um “cunhado” ali, eu estava ganhando um irmão. Se eu fosse escrever todas as coisas que eu aprendi ao longo desses anos com o Junior, você que está lendo não iria fazer mais nada da vida... Foram lições pequenas como aprender um jogo novo, até lições importantes ajudando na formação do meu caráter, como se de fato ele fosse meu irmão mais velho, fazendo com que a minha vida se tornasse mais fácil. Em algum ponto percebi que ele será um grande pai, que a minha irmã de fato escolheu a pessoa certa para começar uma nova etapa de sua vida.

Assim como aconteceu com a família da Glalcia, eu passei a freqüentar a casa do Junior e tanto a Dona Nice (mãe dele) e a Gabi (sua irmã) também me fizeram se sentir em casa e em pouco tempo fui me enturmando com o resto de sua família e não parou por ai... Alguns casais quando começam a namorar passam a sair com apenas um grupo de amigos, ou os dela, ou os dele. E para a minha alegria esse nunca foi o caso aqui. Nem a Glalcia e nem o Junior precisou se afastar de seus amigos para fazerem o relacionamento deles funcionarem, pelo contrário, mais pessoas chegaram para a nossa turma. Filipe, Fernando, Leonel, Manu... E o André, que embora quase tenha me deixado afogar em uma viagem que fizemos para a praia, acabou se tornando uma pessoa importante em uma época em que eu estava chateado e precisava dar umas risadas. Não sei como, não sei quando... Mas, a família dele e os amigos dele, passaram a ser a minha família e meus amigos também.


Eu não vou dizer que eu sou a pessoa que mais torceu pelo casal dar certo, eu sei que tem MUITA gente que torceu também e isso não é uma competição, é motivo de orgulho para ambos saberem que eles servem de inspiração para outras pessoas. Sim... Inspiração. Um dia eu espero encontrar alguém que me faça sentir o que os dois sentem um pelo outro, essa pessoa provavelmente está lá fora pensando a mesma coisa e eu não me importo em esperar pela hora certa, porque se for para ter algo parecido com os que os dois construíram juntos, eu tenho certeza que valerá a espera.

Esse post “de casamento” está atrasado em duas semanas pelo simples fato de que eu não fazia e ainda não faço idéia do que escrever sobre o quão importante e honrado estive em poder presenciar toda (a partir do momento em que ela revelou) essa história. Acho que estou atrasado com essa homenagem porque é difícil escrever sobre sentimentos, não existem palavras certas a serem ditas, vocês mais do que ninguém sabem... E nós vivemos TANTAS histórias incríveis, que acaba se tornando difícil escolher as mais legais... Talvez eu escreva futuramente sobre nossas viagens, sobre os dias de mau humor, sobre as fotos/vídeos medonhas que o Junior tira da gente... Sobre quando descobrimos o Johnny Rockets, ou sobre como chorei de felicidade ao ver vocês dois no altar.


E sabe o que é melhor? Daqui algumas horas eu vou estar com vocês, dando risada e partilhando mais momentos inesquecíveis ao lado dessa família que vocês dois já tinham construído muito antes do “Sim, aceito!”. Obrigado por todo o amor que vocês (casal e família) sempre me ofereceram. Amo vocês! 


E conhecendo o Tea e a Patty como nós conhecemos, podem, por favor, guardar um pouco de comida? Chegaremos atrasados... Mas chegaremos como sempre!

domingo, setembro 04, 2016

Everybody Hates Spoilers: "Casamento de Verdade"


Casamento de Verdade... Casamento de Verdade é um filme que embora tenha um pouquinho de humor e claro, romance, em sua maior parte é puro drama. A história gira em torno de Jane (Katherine Heigl) que depois de anos cansada de esconder que sua colega de quarto Kitty (Alexis Bledel) é na verdade sua companheira, resolve contar para sua família sobre sua verdadeira sexualidade e sua vontade de juntar os trapinhos oficialmente com sua amada. Tudo começa com uma batizado em que Jane se torna madrinha de seu sobrinho, depois seu irmão tentar empurrar mais um homem para ela, sua irmã achar que ela está se envolvendo com um homem casado e uma conversa sobre o amor verdadeiro com seu pai.

Ao ver o titulo, muita gente deve achar que esse filme é mais um filme sobre casamento, mas... Não é! O casamento em si aqui é apenas o plano de fundo da história, na realidade o próprio casal Jane e Kitty não são as reais protagonistas desta história, tudo gira em torno em cima da família de Jane, sobre como eles recebem a noticia de que o motivo de sua filha mais velha ser mais reservada é pelo fato dela não ter revelado uma boa parte sobre quem ela realmente é e como eles reagem aos novos acontecimentos.


Além dos pais da moça, sua irmã mais nova (Grace Gummer) também é atingida pelas novidades, fazendo com que ela começa a repensar toda a sua vida, até chegar no ponto que pra mim é a mensagem do filme: "Gente feliz não possui grama morta". Traduzindo, se cada um cuidasse de sua própria vida ao invés de ficar se preocupando com a dos outros, talvez todo mundo fosse mais feliz, pelo menos foi o que eu tirei dessa história toda. Como eu disse, o filme não é sobre o relacionamento das noivas, o que acabou se tornando um grande ponto positivo, já que a Alexis Bledel e a Katherine Heigl não possuem química alguma entre elas, as poucas cenas entre elas mal parecem que elas são amigas, quem dirá um casal. Talvez se a trama girasse em torno delas, o filme não tivesse se tornado um dos meus favoritos.

Outro ponto positivo deste filme é a presença e a personagem de Grace Gumme que eu já tinha acompanhado o trabalho dela em "American Horror Story: Freak Show" e mais uma vez ela acabou roubando a cena, também... Filha da Meryl Streep e irmã da Mamie Gummer, o que esperar dessa pessoa linda? Só coisa boa! Inclusive sua irmã fez um papel parecido com esse em "Ricki and the Flash" e com certeza a personagem de Grace aqui foi umas trezentas vezes melhor e bem mais profunda. E a trilha sonora? Não me deixem começar a falar sobre, caso contrário vamos ficar aqui até o final do mês. As músicas encaixam nas cenas parecendo que foram escritas especialmente para o filme.


O ponto dessa história além de ser sobre as pessoas não terem que ficar palpitando sobre a vida uma das outras, que cada um sabe o que é bom para si mesmo e que a única coisa que realmente importa e ser feliz ao lado de quem você ama, é também mostrar que não é fácil e que não existe um momento certo para você revelar quem você realmente é para as pessoas com as quais você se importa. Existe aquele medo de que talvez elas nunca mais te olhem da mesma maneira que te olhavam antes, existe o medo de acabar perdendo alguém importante no meio do processo, e eu imagino que deve ser realmente difícil para ambos os lados, tanto para quem está se mostrando vulnerável quanto para a pessoa que está ouvindo, mas, acredito também que se existir amor de verdade entre essas pessoas, nada poderá abalar o que elas realmente sentem uma sobre a outra.

Então, para finalizar essa matéria, por mais brega e batido que seja, o que realmente importa na vida é o amor minha gente. Apenas deixem o amor acontecer e apoiem as pessoas que você ama, deixem elas serem quem elas quiserem ser e por mais difícil que seja, sinta-se a vontade sobre você mesmo, a vida é sua e ninguém mais além de você pode tomar o controle sobre ela.


Se você quiser assistir ao filme, eu sei que ele já está disponibilizado na internet... Não sei se está no catalogo da Netflix ou em DVD, acredito que ainda não, mas... Vale a pena assistir ao filme! É 1h30m que passa e você nem percebe. Se você já assistiu ou se sua história é parecida, ou se vivenciou algo que lembre este filme e quiser comentar... Eu vou gostar de ler. Até a próxima! ;)

sexta-feira, julho 22, 2016

Everybody Hates Hudson: 1x02 - Primeiro dia de Aula


Aperte aqui se você quiser ler esse post ouvindo uma musiquinha bacana, que pode ou não ter a ver com o que você vai ler. Bom, como eu disse que iria contar outras histórias do meu passado não tão distante, eis que hoje vocês vão ler como foi meu primeiro dia e semana de aula no primeiro colegial. Imaginem – Fevereiro de 2003 – Como eu disse no post anterior, eu me lasquei geral e fui mandado para uma escola na qual NENHUM OUTRO amiguinho meu da oitava série foi, ou seja, se eu tivesse grana ou fama o suficiente, a Record hoje estaria exibindo “Todo Mundo Odeia o Hudson”.

Entendam que, na minha época (sim, gente velha que diz isso), as “crianças” tinham tudo cara de marginal já, de quem tinha cometido uns 37 crimes só naquela semana. Era todo mundo mal encarado, ou talvez fosse apenas meu medo interno fazendo mal juízo das pessoas... Não, não era... Naquela época era assim mesmo, eu por exemplo, aos 11 anos já tinha 2 metros de altura e com barba crescendo no rosto. Fato engraçado é que, pelo meu porte físico eu poderia comprar bebida alcoólica para todo mundo, mas, como eu não bebo... Isso também é história para outro episódio.


Como eu estava dizendo, quando eu fui jogado, sozinho, no meio daquela gente, eu entrei em PÂNICO. Na minha cabeça só passava: “Fodeu, fodeu, fodeu... É assim que eu vou morrer. O QUE QUE A MINHA MÃE TINHA NA CABEÇA?”... A gente mal encarada era um motivo, o outro era que, a minha escola costumava fazer as formaturas de fim de ano na quadra e no pátio em volta dela, um ambiente fechado... E para tampar os buracos e telhados quebrados, para os pais não chegarem lá e ficarem imaginando: “Onde fui que eu coloquei o meu filho nesses últimos três anos?”, eles tampavam o espaço TODO com uma lona branca, aquela merda ficava parecendo o interior da nave da Xuxa, eu suponho...

Só que, acabava a formatura e eles acabavam com aquela merda? Não! Aquela lona ficava por quase um mês ainda de aula, era carnaval e aquilo ainda estava ali... Enfim... Também naquela época, era permitido fumar dentro da escola e veja bem, eu era uma criança recém saída da oitava série, que tive mãe, pai e o que fazer dentro de casa, então... Pra mim era muito estranho ver aquela gente fumando e pior ainda, lembra que eu falei da lona? Lembra também que eu falei que aos 11 anos eu já tinha 2 metros de altura? Agora imagina eu solto naquela quadra, respirando aquela fumaça toda... NÃO TINHA PRA ONDE AQUELA FUMAÇA IR, era ambiente fechado... Nessas horas ter 1,65 não me parecida uma má idéia... Eu fico imaginando como aquele lugar nunca pegou fogo e não aconteceu uma morte em chamas coletiva...


Se naqueles primeiros meses eu não me tornei fumante, pode ter certeza que eu nunca irei me tornar. Eu ia para a escola todo cheio de perfume e voltava pra casa parecendo que eu passei o dia todo andando com o cowboy da Marlboro. Inclusive eu não sei como a minha mãe nunca me acusou de fumar... Acho que é porque ela fuma, então misturava o cheiro do cigarro dela, com a minha roupa e tava tudo certo...

De qualquer maneira, a semana começou, e começou mal para o meu lado. Eu sempre fui de fazer mais amizades com garotas do que com garotos e nessa minha primeira semana de aula, meu anjo da guarda não devia estar muito atento com os acontecimentos, e eu fui fazer amizade, justo com uma garota que tinha um garoto que era afim dela. Ao contrário de mim, a maioria da minha turma já tinha estudado junto antes e foram mandados para lá juntos e quem tomou no toba, fui eu. O problema é que, eu não tinha interesse nela, ela não tinha interesse em mim e de repente, já tinha gente me odiando gratuitamente.


Depois desse excelente inicio de confraternização com meus novos coleguinhas, foi hora da gente ter aula de educação física. Eu não sabia naquele momento, mas quando aquela professora aparentemente louca entrou na sala, ela acabaria se tornando a melhor professora que eu já tive na minha vida. Só que não naquele dia, naquele dia ela era uma louca! Sem contar que, eu não fazia educação física na minha antiga escola, eu tinha atestado médico e quando a gente foi pra quadra e eu mostrei o atestado pra ela, só faltou ela rasgar tudo em mil pedaços, jogar na minha cara e dizer que agora eu não tinha mais um atestado, que eu era um gordo safado e que se eu não começasse a correr com o resto da turma, ela não iria me deixar voltar pra casa.

Bom, primeira atividade que esse ser louco deu para a galera foi: Colocar todo mundo dentro de uma das traves de futebol, um outro aluno no meio da quadra e mandou todo mundo correr dessa trave para a outra trave vazia, do outro lado da quadra. Nesse momento, meu anjo da guarda acordou pra vida e disse: “Olha, não vai na ideia dela não. Vai dar merda e vão colocar a culpa em você, que é imenso!”. Quando ela falou “VALENDO”, o que eu fiz? Fingi que corri, só que fui na direção daquela pessoa, que era pra ela me pegar e eu ser barrado antes de chegar na outra trave. Só que eu fui a única pessoa que pensou assim...

O resto da turma, um bando de criança louca competitiva querendo mostrar que era foda, saiu correndo desesperada e entrou na trave... Mas não entrou bonitinho não meu filho, parecia que tinha um humano ali e o resto da turma era tudo o “Walking Dead”. Uma menina caiu e se enroscou na rede, uma outra chegou, não brecou e caiu em cima dela (Inclusive uma delas é a Ariane, não lembro qual foi, só sei que eu estou impressionado que ela conseguiu ter um filho depois de ter o útero todo esmagado ali) e foi um caindo em cima do outro, e a trave caiu... E...


Lembra que eu falei que era primeira semana de aula? O que acontece na primeira semana? Muito professor ainda ta nem ai com a vida e não foi dar aula, ou seja, AULAS VAGAS, ou seja, METADE da escola estava em volta da quadra quando essa trave tombou com 35 pessoas dentro e apenas eu, a pessoa que deveria pegar todo mundo e a professora no meio da quadra, olhando, desacreditados do ocorrido. Naquele momento eu não dei risada, do mesmo jeito que aquele povo caiu, pra levantar de lá me dando uns tiro na cara, não demorava muito...

E qual foi a reação da professora? Ela foi até aquele bolo feito de humanos perguntar se estava todo mundo bem. Sim, estavam! Com marca de sola de sapato na cara, com as unhas falsas quebradas, com a orelha sangrando porque o brinco rasgou... Mas estavam bem... Tendo essa informação, o que ela fez em seguida? Agachou e deu risada. Nunca na minha vida (até então) eu tinha visto alguém rir tanto quanto ela. Acredito que ela deve ter até se urinado um pouco de tanto dar risada. O que aconteceu depois? Não lembro! Olha como a mente é engraçada, né? Mas eu sei que vão se passar mais 30 anos, e disso, eu não vou esquecer.


Hoje em dia eu fico imaginando que, ainda bem que nessa época quase ninguém tinha celular e quem tinha, não existia com câmera ainda. Ou redes sociais. Já pensou se existissem? Nós estaríamos eternizados como um grande viral no youtube. Ou no mínimo passando todo domingo nas cacetadas do Faustão. E caso você esteja se perguntando se as formaturas ainda hoje acontecem na quadra da escola, não. No ano seguinte em que eu me formei a escola tomou vergonha na cara e passou a alugar um salão de eventos em um outro bairro. Não é bacana?

quarta-feira, julho 20, 2016

Everybody Hates Hudson: 1x01 - Dia dos Amigos


Meu mundo é composto por dois universos: Em um deles, personagens que salvam o mundo, que são capazes de abrir um peito e arrumar o que tem de errado em um coração, resolver os crimes mais complicados através de ossos, começam a cantar do nada, viajam entre mundos, apagam incêndios ou vivem seus dramas pessoais pesadíssimos. Mas, meu outro universo é bem mais interessante e repleto de personagens únicos, meus amigos. Enquanto eu crescia, sempre ouvi das pessoas ao meu redor de que amizades feitas na infância/adolescência não duravam muito tempo depois que a gente migra para a universidade. Bem... Parece que o jogo virou, não é meixxxmo?

Quando eu era criança, eu tinha vários amigos ou pelo menos na época eu achava assim. Minha casa vivia cheia de gente, eu estava sempre na rua correndo de um lado para o outro e o mesmo acontecia na escola. Mas, eu só fui aprender que qualidade era melhor que quantidade quando eu estava beirando sair da oitava série e me preparando para entrar no colégio.


Quando eu sai da oitava série, praticamente todas amizades que eu tinha feito até então, acabou ficando para trás. Não era culpa de ninguém... Eu que acabei sendo mandado para um colégio em que mais ninguém foi e na época, não tinha facebook, não tinha nem mesmo Orkut para se manter contato. Como fazer? De alguma maneira (que eu não me lembro agora), eu acabei fazendo amizade com a Ariane logo no começo do ano e não está escrito o quanto a gente aprontou naquela escola, o quanto a gente se divertiu com pouca coisa e o que aprendemos no decorrer do tempo. Aquele ano não teria sido o mesmo sem a presença dela e eu só posso agradecer ao mundo por me enviar pessoas com as quais suas loucuras acabam sendo compatíveis com as minhas.

Enquanto isso, naquele mesmo ano, eu estava fazendo crisma? Não lembro! Que importa é que eu passei dois anos de catecismo ao lado de dois amigos de infância, buscando encontrar pessoas que fossem compatíveis com a gente e em um plot twist carpado do destino, no último dia de "aula" daquele segundo ano, nós acabamos nos aproximando de outras duas meninas que eram da nossa turma e no ano seguinte, da crisma, meu filho... A gente ahazava, valeu!


Neste meu primeiro ano de crisma, surgiu a minha amiga Cristiane. A pessoa mais tímida que eu já havia conhecido até então. Fazer essa menina falar e começar a andar com a gente foi um trabalho bem difícil, mas completamente compensador. Naquele ponto eu tinha a Cris (e ainda tenho, mesmo que a gente não passe tanto tempo juntos) como a minha irmã mais nova. E o melhor de tudo era que? estudávamos na mesma escola e no mesmo horário, então por dois anos a gente podia ir e voltar junto, e eu ouvia todos os "boy problems" dela, ficávamos jogando na varanda da casa da vó, que era como uma vó para mim também...

Enfim, esse grupo acabou se tornando meu grupo por quase três incríveis anos. Claro que, como todo mundo muda, nosso grupo foi mudando ao longo do tempo, algumas pessoas foram se afastando e outras foram entrando e no meio desse entra e saí, uma bomba acabou caindo no nosso colo e ninguém foi capaz de ter a maturidade (a gente era criança, dá um desconto) de resolver os problemas e o grupo se dividiu em três pedaços.


Bom... Quando tudo isso aconteceu, eu já estava perigando na demora de sair do colégio, faltava apenas alguns meses e ao longo do meu segundo e terceiro ano, eu acabei não fazendo muita amizade com as pessoas, já que eu já tinha meu grupo de amigos de verdade e ai, quando tudo isso foi pelo ralo, quem se fodeu? Pois é... Estar em sala de aula, com pessoas das quais você não possui muita afinidade, não era uma das coisas favoritas do meu dia, talvez por isso, talvez por eu achar meu professor de filosofia um saco, eis que um dia eu acabei me envolvendo em um sarau que a Ariane estava produzindo com as turmas que tinham aula com aquela mesma professora de português. Tem gente que até hoje não deve ir com a minha cara por eu ter caído aleatoriamente por ali, mas, eu não me importo. Foi ali, onze anos atrás, que eu acabei conhecendo as pessoas que me aguentam até hoje.

Nosso grupo é composto por pessoas completamente diferentes e talvez, se fosse para a gente se conhecer agora como adultos, nossa relação não seria a mesma, mas o que importa é que nós estamos ali, rindo uns com os outros, dando suporte, cuidando e amando. Eu não consigo ver nenhum deles como amigo mais, para mim, são todos meus irmãos, minha família. Inclusive faço da família deles a minha família, assim como eu fiz com a Cris e o David. Eu não consigo imaginar um mundo no qual nós não estamos ali, causando algum tumulto.


Sério, tem sempre alguma coisa acontecendo com a gente. Eu sempre falo que um dia vou acabar escrevendo uma sitcom com as coisas loucas que acontecem com a gente e vou ganhar muito dinheiro. Talvez eu faça um livro, talvez eu devesse começar a andar com uma câmera filmando tudo para provar para as pessoas que essas coisas realmente acontecem com a gente. E o melhor é que, não importa se a gente está indo ao mercado ou viajando para outra cidade, nossa alegria contagia todas as pessoas em nossa volta. Todo mundo se sente intimo para entrar na nossa brincadeira e rir um pouco, e eu acho que isso é uma das melhores coisas que nós fazemos quando estamos juntos. Soltar no mundo aquilo que temos de melhor em nós mesmos.

Ao longo desses onze anos, eu pude perceber que conforme os anos passam, nossa timidez (já tivemos isso algum dia?) vai diminuindo cada vez mais, e a gente vai falando mais besteiras e vai fazendo mais coisas absurdas, e eu estou tendo certeza que quando a gente tiver uns 80 anos, Dercy Gonçalves vai se tornar censura livre perto da gente. E é muito bom ter esse tipo de relação, em que você não precisa ter que ficar medindo palavras... Claro que pode acontecer de algo ser interpretado errado e alguma briga surgir, mas, você já viu alguma família que não brigue entre si? Eu não!


Bom, preciso encerrar esse textão, já que daqui a pouco eu vou passar esse dia dos amigos, com... Meus amigos! Então, eu só queria agradecer a Glalcia, por sempre me socorrer em meio as minhas crises emocionais. Junior por sempre estar disposto a ensinar todos nós a fazer coisas novas, Patrícia e Thiago por cada vez em que eu preciso sair para não enlouquecer eles sempre estão prontos, Amanda por todos os "bons dias" e os "patos presos", Renan por ser o mais responsável da turma, Kézia por ser a minha pobre favorita, Aline, André, Ariane, Cris, David, Rô... E todos os outros que passaram ou que estão neste momento em minha vida de alguma maneira... Todos vocês são fodas e eu amo cada um de vocês!

Depois eu trago mais histórias sobre essa galerinha do barulho que vivem as mais eletrizantes aventuras. Feliz dia dos amigos! <3 p="">

sábado, julho 16, 2016

Everybody Hates Soundtrack: "Scream" first season


Para quem não sabe, no ano passado a MTV americana decidiu trazer a franquia de filmes de terror "Scream" para o mundo das séries. No começo, muita gente torceu o nariz, achando que a série poderia manchar a memória de uma das melhores franquias dos anos 90 e quando eu digo muita gente, eu mesmo estou incluso nessa galera. De fato acreditei que por ser uma emissora jovem e sem muita verba, tudo iria para o ralo. Pois bem... A MTV calou a minha boca e fez uma puta série bacana, claro que, algumas atuações ali não conseguem convencer bem, mas precisamos dar um desconto, já que a maioria da galerinha ali está recebendo seu primeiro papel de destaque.

Atualmente a série está em exibição da sua segunda temporada, que eu preciso dizer que está sendo bem mais incrível do que a primeira. E outra coisa que me chama atenção na série, além de ficar me questionando sobre quem é o assassino, é a trilha sonora. Graças a série eu consegui conhecer algumas músicas e bandas bem boas e se você está se questionando quais foram as músicas que embalaram as mortes da primeira temporada, continua lendo que eu te mostro!


Episódio: 1x01 - Pilot. "Um incidente de bullying virtual cometido por Nina Patterson, uma estudante local do ensino médio, resulta em um assassinato brutal na pequena cidade de Lakewood. A violência chocante desperta memórias de uma matança feita há vinte anos atrás, que tem assombrado alguns, intrigado outros, e talvez inspirado um novo assassino."

01. Cloud 69 by Lowell
02. You & Me Against the World by Oliver North Boy Choir
03. When I Rule the World by LIZ
04. Star Spangled by REMMI
05. Killin' It by CAPPA feat. Almighty Chief
06. Hold Me Down by Mansionair
07. Beams by Bertie Blackman
08. Before It All Falls apart by Mulholland
09. Concorde by Incan Abraham
10. Burning by Nightbox
11. All You Want by Incan Abraham
12. Pain Goes Away by REFS
13. Feeling Nervous by Verdigrls

Episódio: 1x02 - Hello, Emma. "A morte de outra adolescente levanta dúvidas na cidade inteira e leva a uma rixa entre Emma e Audrey. Em outros eventos, uma podcaster (Piper) chega à cidade para informar sobre os assassinatos do passado e do presente."

14. Ready by KOVAS
15. Lose Control by BF / GF
16. Shark by Oh Wonder
17. There's a Ghost by Fleurie
18. Superfly by The DNC feat. Yoni
19. Step On It by The DNC
20. How I Look For You by Juliette Commagere
21. Kingdom of Alone by Bertie Blackman
22. Monster by Ruelle

Episódio: 1x03 - Wanna Play a Game?. "Emma descobre que sua mãe está escondendo alguns segredos de seu passado e o assassino a desafia para um jogo perigoso."

23. All We Do by Oh Wonder
24. How Hard I Try by Filous feat. James Hersey
25. Ready or Not by MYZICA
28. You're the Best by WET
29. No One Knows by Natalie Taylor
30. Forces by Japanese Wallpaper feat. Airling
31. Feel by Kloé
32. Die Young by Bonfires
33. Wiggle It by Def Conz
34. Snow White by Labyrinth Ear
35. Dance All Night by Gold Plated

Episódio: 1x04 - Aftermath. "Emma recebe uma misteriosa mensagem que leva tanto ela quanto Audrey em busca de respostas."

36. Gone Gone Gone by French For Rabbits
37. When You Go by Avec Sans
38. The Future by The Pass
39. Mine by Phoebe Ryan
40. Wait Just a Minute by MYZICA
41. All The Things Lost by MS MR
42. Rescue My Heart by Liz Longley

Episódio: 1x05 - Exposed. "Emma descobre um segredo devastador após o vazamento de um vídeo escandaloso."

43. True by Tin Sparrow
44. Get Back by Kowalski
45. Hold My Home by Cold War Kids
46. Timeless by Rameses B feat. Veela
47. Technicolour Beat by Oh Wonder
48. Under Stars by AURORA
49. Hurts Like Hell by Fleurie
50. Where Do We Go From Here by Ruelle
51. River by Tula
52. Promises by Golan


Episódio: 1x06 - Betrayed. "Emma descobre que o último suspeito é alguém próximo a ela."

53. U Make Me Feel Good by Astronomyy
54. Bored out of My Brains by Bunnies on Ponies
55. Pull the Trigger by APES
56. I Never Wanted by Fleurie
57. Things I'd Do For U by Astronomyy

Episódio: 1x07 - In the Trenches. "Emma corre para salvar um amigo do perigoso jogo de esconde-esconde criado pelo assassino."

58. Touch by MAALA
59. Drifting by On An On
60. Set This Heart on Fire by Mchineheart
61. Calling Me Up by Level & Tyson
62. Sirens by Lola Marsh
63. Spectacular Rival by George Ezra
64. Killer by Kidforce

Episódio: 1x08 - Ghosts. "Emma fica abalada por outra morte, ao mesmo tempo em que descobre um segredo do passado."

65. Through by HOODLEM
66. The Monster by Atella
67. Capable by REMMI
68. Love I Know by HUNTAR
69. Your Favorite Storm by In Waves
70. Leaving Now by Rose Quartz
71. No One by Jill Andrews

Episódio: 1x09 - The Dance. "Emma, que duvida que o verdadeiro assassino foi capturado, se junta a Piper a fim de encontrar respostas no baile de Dia das Bruxas."

72. Old Friend by Hoodlem
73. Hold Me Closer by Lanks
74. Better Off Without You by AQUILO
75. Slow Motion by Hayley Taylor
76. Slow Motion by The Fauve
77. Castle Van Halen by Bunnies On Ponies
78. Promises by TEP NO
79. Agony & Ecstasy by Millons
80. Dancin' Circles (Club Dub) by Dave Aude & David Garcia
81. Ain't Seen Nothing Yet by Kaneholler
82. You Never Can Tell by Chuck Berry
83. Coyotes by Wild Belle
84. Any Closer by Brain Tan
85. Charge by Emilie Nicolas
86. Giving Up On You by Wild Belle

Episódio: 1x10 - Revelations. "Emma tenta salvar um ente querido, ao mesmo tempo em que descobre a identidade do assassino."

87. Shake It by Jake Miller
88. Lifetime by Skully Boyz
89. Nights Like This by Darion Ja'Von
90. Memory by Chris Arena feat. I O N A
91. Can't Get Enough by THRILLERS
92. Time To Say Goodbye by PAWWS
93. Quiet Day by Fort Lean
94. Dead To Me by Melanie Martinez


A série está entrando na reta final da sua segunda temporada e assim que ela chegar ao fim, eu volto com as músicas dela. Beleza? Enquanto isso, você pode acompanhar as músicas da primeira temporada de "Supergirl", ao clicar aqui.

sexta-feira, julho 01, 2016

Everybody Hates Spoilers: Primeiras impressões de "Dead of Summer"


Depois que a MTV decidiu lançar uma série baseada nos filmes da franquia do "Pânico", o gênero caiu no gosto não só do público, como das emissoras americanas, a rede "ABC Family", que hoje se transformou na "Freeform" foi uma das emissoras que resolveu fazer algo bem similar. Adam Horowitz, Edward Kitsis e Ian Goldberg, que atualmente são responsáveis pelo sucesso de "Once Upon a Time", agora também assinam a série "Dead of Summer".

A série tem como inspiração as histórias de "Sexta-Feira 13" e traz adolescentes que estão monitorando um acampamento, que, wait for it... É assombrado! Claro que, esses adolescentes não fazem ideia no que estão se metendo, além de cada um deles terem seus próprios "demônios" pessoais. A série começou a ser transmitida no último dia 28 e agora, vou contar um pouco sobre o que eu achei dos dois primeiros episódios da primeira temporada. Quem sabe te anima a querer assistir também ou então, querer pular fora desse barco. É uma opção, acreditem!


- Elizabeth Lail e os outros jovens da série.

Elizabeth Lail se tornou alguém na fila do pão, depois de emprestar seu rosto e corpitcho para a versão live action de Anna ("Frozen") em "Once Upon a Time". A moça funcionou na série de fantasia da ABC? Sim! Inclusive, saudades Anna até hoje. Mas, mesmo quando ela estava se metendo na vida alheia lá na outra série, suas cenas de suspense não eram das melhores e desde então, as coisas parecem não ter melhorado. Logo no piloto você percebe que talvez ela não esteja tão confortável para fazer determinadas cenas... Só que ela é a protagonista, como faz?

Além disso, o resto do elenco jovem da série é formado por atores que, ou estão começando sua carreira ou tiverem apenas pequenos papeis até hoje... E fazendo uma geral ali, são poucos que possuem realmente talento para a atuação, ou talvez o problema seja com o roteiro... É algo que eu vou falar agora!


- Tudo acontece durante a noite.

80% das cenas acontecem durante a noite. "Mas é uma série de terror e é de noite que o bicho pega." - Sim, eu sei disso. Só que, isso não quer dizer que os acontecimentos diurnos deveriam ser tão ignorados assim. Em apenas dois episódios a impressão que dá é que não existe luz do dia naquele lugar. E sim, os dias passam, não se trata apenas de cenas de uma determinada noite, nos dois episódios, se não me engano, se passaram entre 5 ou 6 dias de história já.

Algumas outras cenas também parecem ser forçadas apenas para te fazer acreditar que nem todos os personagens são tão sinceros quanto parecem, e isso fica completamente nítido e você se questiona "Quem foi o estagiário que escreveu essa cena?" e também se você conhece "Once Upon a Time" e "Lost", começa a se perguntar o que está acontecendo com Adam Horowitz e Edward Kitsis, que não estão conseguindo manter um nível elevado aqui.


- Ligação com "Invocação do Mal 2"

Se você já assistiu a continuação de "Invocação do Mal" nos cinemas, já sabe que tem um capeta na trama chamado "Homem Alto". A série também possui um com o mesmo nome e no segundo episódio, uma das crianças campistas faz um desenho dele, que é... Bem parecido com o design do "Invocação". Os dois possuem a mesma história? Não sei... Em "Invocação" ele não tem a sua história desenvolvida a fundo e pode ser que o da série tenha... E eu também fiquei com preguiça de pesquisar no google pra saber se existe alguma relação entre os dois, mas que dá pra ficar com uma pulga atrás da orelha, dá.


Bom, a série está começando agora... Pode ser que a situação melhore, quero dizer, para a gente... Para aqueles personagens... Tá todo mundo fodido, vai ter morte, vai ter sangue, vai ter gente mijando na cama... Com apenas dois episódios exibidos, fica difícil saber o futuro da série, até porque, qualidade nem sempre é um fator importante pra renovação, se ela tiver uma boa audiência, a bicha segue no próximo ano, mas... Na minha opinião, acho bom ninguém se apegar muito nessa série não... Mantenha as expectativas baixas, e vem ver se você consegue desvendar o que anda acontecendo em "Dead of Summer".

quinta-feira, junho 30, 2016

Everybody Hates Spoilers: "Gilmore Girls" - Fazer maratona na Netflix: Sim ou Claro?


"Gilmore Girls" foi uma série, ou melhor, é! Já que, meus queridinhos, a "Netflix" resolveu fazer a felicidade de milhares de telespectadores que ficaram órfãos de Lorelai e Rory, em trazer geral para uma nova temporada, que será curtinha, mas será honesta, e é isso o que importa no fim do dia... De qualquer maneira, para você que estava em coma nos últimos dezesseis anos, ou ocupada fazendo seu próprio remake da vida de Lorelai Gilmore, a série começou a ser exibida em 2000 e foi finalizada em 2007... Teve um final chatinho? Mais ou menos, os fãs de verdade da série não ficaram muito felizes e vários rumores sobre um longa metragem para encerrar a série de maneira digna surgiram ao longo dos anos, até que, como eu já disse, a "Netflix" resolveu fazer a caridade...

Falando em "Netflix" e não, eu não estou ganhando um centavo para mencionar o nome deles e fazer propaganda de seus serviços... A partir de amanhã a série INTEIRA (menos os novos episódios) vão começar a ser disponibilizados para você, caro assinante. Mas, você também pode comprar as temporadas nas grandes lojas virtuais e ter essa belezura para o resto de sua vida... E como diria a Lorelai, se eles não lançarem essa nova temporada em DVD, eu pulo de um prédio. Voltando... A série tá liberada para você assinante a partir de amanhã e... Vale a pena fazer uma maratona dela? Caso eu já não tenha te convencido com esse textão, vai ai cinco motivos/curiosidades que podem ou não despertar seu interesse.


- Faça um curso de inglês e tenha um vasto conhecimento em cultura pop!

As mulheres Gilmore falam rápido DEMAIS e em uma grande quantidade de palavras. SIM! E o que isso quer dizer? Quer dizer que, nem sempre a legenda está traduzindo ao pé da letra todos os sentimentos que nossas queridas personagens estão expressando. Alguma piada, alguma coisa, sempre vai ficar para trás... E eu estou falando de legenda, imagina o carnificina de palavras que devem acontecer na dublagem? Pois é... Além disso, as meninas fazem referencias sobre tudo o que estava fazendo sucesso ou fez sucesso, seja cinema, música, teatro, acontecimentos históricos... Se você não tem o fundamental completo e um "CCAA" nas mãos, ferrou!


- Os jantares na mansão dos Gilmore.

A série não gira em torno apenas de Lorelai e Rory Gilmore, outros familiares aparecem no caminho e dois deles são: Emily e Richard Gilmore, pais de Lorelai e avós de Rory. Toda sexta-feira é dia de jantar na mansão Gilmore e TODA sexta-feira tem alguma coisa acontecendo por lá, nunca é um jantarzinho calmo e agradável, tem sempre algum tiro, porrada e bomba acontecendo. Mas, como na vida, nem tudo é drama. Várias cenas de humor acontece por aquela mansão também, te fazendo desejar mais ainda pelo começo do final de semana.


- Os personagens secundários, terciários... Aquele figurante que passa pela rua...

O principal cenário da série é "Stars Hollow", a cidade fictícia na qual as protagonistas vivem. Segundo uma entrevista da criadora da série, ela se inspirou em algum lugar por ai e seja lá qual foi o delírio dela, personagens bem exóticos e queridos surgiram. Não tem um personagem ali que você considere dispensável ou até mesmo odioso... A maneira que eles se encaixam na trama, faz com que você queira se mudar para lá e cantar "Kumbaya My Lord" no meio da praça, junto com o trovador. Sim, eles possuem um trovador... E se alguém reclamar, eles viram uma dupla!


- Sam fazendo o Dean!

A série foi o primeiro grande sucesso na vida de diversos atores que passaram por lá, Melissa McCarthy, Alexis Bledel, Milo Ventimiglia, Liza Weil e... Jared Padalecki. Logo no piloto do programa conhecemos o Dean e desde então, o rapaz foi ganhando destaque na série... Tanto destaque que, acabou saindo de "Gilmore Girls" para estrelar como protagonista em "Supernatural". Mas, para felicidade geral... O rapaz não saiu completamente da série, ele apenas deixou de ser do elenco regular e passou a fazer pequenas participações, já que ambas as séries eram da mesma emissora.


- Relação entre mãe e filha.

Se você já assistiu a série, com certeza em algum momento se pegou querendo transformar a sua mãe (ou pai) em uma Lorelai Gilmore, ou então, pensando em ter uma relação igual as duas quando tiver seus próprios filhos. Como a própria Lorelai fala, as duas são em primeiro lugar amigas e depois mãe e filha, e esse é o tom que gira toda a série. É muito bacana ver como as duas conversam, encaram seus problemas e até discutem. E também toda a diferença da relação que a Lorelai tem com a própria mãe, te fazendo pensar diversas vezes em como que as coisas chegaram naquele ponto.


Bom, agora é só aguardar mais algumas horinhas para que você possa conferir essa delicia de série. Assim como o falatório das moças, a série passa bem rápido e você devora uma temporada inteira sem ao menos perceber que já se passaram dias, que você tá fedendo no seu quarto, na sua sala... Com seus vizinhos batendo na porta, achando que alguém morreu e o corpo está em decomposição... Né não? Se prepararem e... Valendo! ;)