quarta-feira, julho 20, 2016
Everybody Hates Hudson: 1x01 - Dia dos Amigos
Meu mundo é composto por dois universos: Em um deles, personagens que salvam o mundo, que são capazes de abrir um peito e arrumar o que tem de errado em um coração, resolver os crimes mais complicados através de ossos, começam a cantar do nada, viajam entre mundos, apagam incêndios ou vivem seus dramas pessoais pesadíssimos. Mas, meu outro universo é bem mais interessante e repleto de personagens únicos, meus amigos. Enquanto eu crescia, sempre ouvi das pessoas ao meu redor de que amizades feitas na infância/adolescência não duravam muito tempo depois que a gente migra para a universidade. Bem... Parece que o jogo virou, não é meixxxmo?
Quando eu era criança, eu tinha vários amigos ou pelo menos na época eu achava assim. Minha casa vivia cheia de gente, eu estava sempre na rua correndo de um lado para o outro e o mesmo acontecia na escola. Mas, eu só fui aprender que qualidade era melhor que quantidade quando eu estava beirando sair da oitava série e me preparando para entrar no colégio.
Quando eu sai da oitava série, praticamente todas amizades que eu tinha feito até então, acabou ficando para trás. Não era culpa de ninguém... Eu que acabei sendo mandado para um colégio em que mais ninguém foi e na época, não tinha facebook, não tinha nem mesmo Orkut para se manter contato. Como fazer? De alguma maneira (que eu não me lembro agora), eu acabei fazendo amizade com a Ariane logo no começo do ano e não está escrito o quanto a gente aprontou naquela escola, o quanto a gente se divertiu com pouca coisa e o que aprendemos no decorrer do tempo. Aquele ano não teria sido o mesmo sem a presença dela e eu só posso agradecer ao mundo por me enviar pessoas com as quais suas loucuras acabam sendo compatíveis com as minhas.
Enquanto isso, naquele mesmo ano, eu estava fazendo crisma? Não lembro! Que importa é que eu passei dois anos de catecismo ao lado de dois amigos de infância, buscando encontrar pessoas que fossem compatíveis com a gente e em um plot twist carpado do destino, no último dia de "aula" daquele segundo ano, nós acabamos nos aproximando de outras duas meninas que eram da nossa turma e no ano seguinte, da crisma, meu filho... A gente ahazava, valeu!
Neste meu primeiro ano de crisma, surgiu a minha amiga Cristiane. A pessoa mais tímida que eu já havia conhecido até então. Fazer essa menina falar e começar a andar com a gente foi um trabalho bem difícil, mas completamente compensador. Naquele ponto eu tinha a Cris (e ainda tenho, mesmo que a gente não passe tanto tempo juntos) como a minha irmã mais nova. E o melhor de tudo era que? estudávamos na mesma escola e no mesmo horário, então por dois anos a gente podia ir e voltar junto, e eu ouvia todos os "boy problems" dela, ficávamos jogando na varanda da casa da vó, que era como uma vó para mim também...
Enfim, esse grupo acabou se tornando meu grupo por quase três incríveis anos. Claro que, como todo mundo muda, nosso grupo foi mudando ao longo do tempo, algumas pessoas foram se afastando e outras foram entrando e no meio desse entra e saí, uma bomba acabou caindo no nosso colo e ninguém foi capaz de ter a maturidade (a gente era criança, dá um desconto) de resolver os problemas e o grupo se dividiu em três pedaços.
Bom... Quando tudo isso aconteceu, eu já estava perigando na demora de sair do colégio, faltava apenas alguns meses e ao longo do meu segundo e terceiro ano, eu acabei não fazendo muita amizade com as pessoas, já que eu já tinha meu grupo de amigos de verdade e ai, quando tudo isso foi pelo ralo, quem se fodeu? Pois é... Estar em sala de aula, com pessoas das quais você não possui muita afinidade, não era uma das coisas favoritas do meu dia, talvez por isso, talvez por eu achar meu professor de filosofia um saco, eis que um dia eu acabei me envolvendo em um sarau que a Ariane estava produzindo com as turmas que tinham aula com aquela mesma professora de português. Tem gente que até hoje não deve ir com a minha cara por eu ter caído aleatoriamente por ali, mas, eu não me importo. Foi ali, onze anos atrás, que eu acabei conhecendo as pessoas que me aguentam até hoje.
Nosso grupo é composto por pessoas completamente diferentes e talvez, se fosse para a gente se conhecer agora como adultos, nossa relação não seria a mesma, mas o que importa é que nós estamos ali, rindo uns com os outros, dando suporte, cuidando e amando. Eu não consigo ver nenhum deles como amigo mais, para mim, são todos meus irmãos, minha família. Inclusive faço da família deles a minha família, assim como eu fiz com a Cris e o David. Eu não consigo imaginar um mundo no qual nós não estamos ali, causando algum tumulto.
Sério, tem sempre alguma coisa acontecendo com a gente. Eu sempre falo que um dia vou acabar escrevendo uma sitcom com as coisas loucas que acontecem com a gente e vou ganhar muito dinheiro. Talvez eu faça um livro, talvez eu devesse começar a andar com uma câmera filmando tudo para provar para as pessoas que essas coisas realmente acontecem com a gente. E o melhor é que, não importa se a gente está indo ao mercado ou viajando para outra cidade, nossa alegria contagia todas as pessoas em nossa volta. Todo mundo se sente intimo para entrar na nossa brincadeira e rir um pouco, e eu acho que isso é uma das melhores coisas que nós fazemos quando estamos juntos. Soltar no mundo aquilo que temos de melhor em nós mesmos.
Ao longo desses onze anos, eu pude perceber que conforme os anos passam, nossa timidez (já tivemos isso algum dia?) vai diminuindo cada vez mais, e a gente vai falando mais besteiras e vai fazendo mais coisas absurdas, e eu estou tendo certeza que quando a gente tiver uns 80 anos, Dercy Gonçalves vai se tornar censura livre perto da gente. E é muito bom ter esse tipo de relação, em que você não precisa ter que ficar medindo palavras... Claro que pode acontecer de algo ser interpretado errado e alguma briga surgir, mas, você já viu alguma família que não brigue entre si? Eu não!
Bom, preciso encerrar esse textão, já que daqui a pouco eu vou passar esse dia dos amigos, com... Meus amigos! Então, eu só queria agradecer a Glalcia, por sempre me socorrer em meio as minhas crises emocionais. Junior por sempre estar disposto a ensinar todos nós a fazer coisas novas, Patrícia e Thiago por cada vez em que eu preciso sair para não enlouquecer eles sempre estão prontos, Amanda por todos os "bons dias" e os "patos presos", Renan por ser o mais responsável da turma, Kézia por ser a minha pobre favorita, Aline, André, Ariane, Cris, David, Rô... E todos os outros que passaram ou que estão neste momento em minha vida de alguma maneira... Todos vocês são fodas e eu amo cada um de vocês!
Depois eu trago mais histórias sobre essa galerinha do barulho que vivem as mais eletrizantes aventuras. Feliz dia dos amigos! <3 p="">3>
Assinar:
Postar comentários (Atom)






Um comentário:
Adorei!
Postar um comentário